Parceiros:

Dia Mundial da Osteoporose: confira 8 mitos e verdades sobre a doença

No Dia Mundial da Osteoporose, celebrado em 20 de outubro, EMS e SOGIMIG esclarecem dúvidas sobre a doença e reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoce 

São Paulo, outubro de 2026 – A osteoporose representa um desafio crescente para a saúde pública mundial. Segundo estimativas divulgadas pela International Osteoporosis Foundation (IOF) em 2025, mais de 500 milhões de pessoas convivem com a doença e cerca de 37 milhões de fraturas por fragilidade ocorrem anualmente entre pessoas acima dos 55 anos. Além dos impactos na saúde, essas ocorrências podem comprometer a mobilidade, a autonomia e a qualidade de vida da população. 

Para ampliar a conscientização, a EMS e a Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia de Minas Gerais (SOGIMIG) realizam, pelo segundo ano consecutivo, um manifesto em Belo Horizonte, no Dia Mundial da Osteoporose, celebrado em 20 de outubro. A iniciativa chama a atenção para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, especialmente entre as mulheres que se aproximam da menopausa, fase em que a perda de massa óssea pode se intensificar. 

Para esclarecer as principais dúvidas sobre a doença, o ginecologista e densitometrista Dr. Bruno Muzzi, doutor pelo Departamento de Saúde da Mulher da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenador do Serviço de Densitometria da Rede Mater Dei e consultor científico da International Osteoporosis Foundation (IOF), apresenta oito mitos e verdades sobre a osteoporose. 

1. A osteoporose é uma doença que atinge apenas mulheres. MITO 

A doença também afeta os homens. Segundo a IOF, um em cada cinco homens acima dos 50 anos sofrerá uma fratura por fragilidade óssea ao longo da vida. “A osteoporose costuma ser associada à saúde feminina, mas essa percepção pode fazer com que os homens deixem de investigar fatores de risco importantes. Histórico familiar, uso prolongado de determinados medicamentos e algumas doenças crônicas também merecem atenção. A avaliação médica deve considerar essas condições, independentemente do sexo”, explica o Dr. Bruno Muzzi. 

2. A osteoporose pode evoluir silenciosamente por muitos anos. VERDADE 

A perda de massa óssea geralmente não provoca sintomas e pode ser identificada somente após uma fratura. “Diferentemente de outras doenças, a osteoporose não costuma dar sinais que levem o paciente a procurar atendimento. Por isso, é fundamental observar fatores como idade, histórico de fraturas e condições clínicas associadas à perda óssea. A investigação adequada permite agir antes que ocorram complicações”, alerta o especialista. 

3. A prevenção da osteoporose só deve começar depois dos 60 anos. MITO 

O organismo atinge seu pico de massa óssea por volta dos 30 anos. Nas mulheres, a redução do estrogênio pode acelerar a perda dessa reserva. Segundo uma pesquisa norte-americana do Study of Women’s Health Across the Nation (SWAN), publicada no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, a perda pode chegar a aproximadamente 10% na coluna ao longo de seis anos, considerando o período próximo à menopausa e os primeiros anos após a última menstruação. “A prevenção precisa começar muito antes dos primeiros sinais de fragilidade óssea. Alimentação equilibrada, exercícios físicos e avaliação dos fatores de risco são medidas fundamentais para preservar a saúde dos ossos e reduzir a possibilidade de fraturas no futuro”, destaca o Dr. Bruno Muzzi. 

4. Quem já sofreu uma fratura por fragilidade tem maior risco de sofrer outra. VERDADE 

Estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) mostrou que aproximadamente uma em cada cinco mulheres com fratura vertebral apresenta outra fratura na coluna em até um ano. “Quando um osso se quebra após uma queda simples, precisamos investigar se existe uma fragilidade óssea por trás do episódio. O atendimento não deve se limitar ao tratamento da fratura. Identificar a causa e avaliar o risco de novas ocorrências são etapas fundamentais para preservar a mobilidade e a independência do paciente”, afirma o Dr. Bruno Muzzi. 

5. Beber leite todos os dias é suficiente para prevenir a osteoporose. MITO 

A saúde óssea depende de diferentes fatores. O estudo brasileiro BRAZOS, publicado na Nutrition Journal, identificou ingestão insuficiente de cálcio em 99% dos participantes avaliados. “O leite é uma fonte importante de cálcio, mas não garante, isoladamente, a quantidade necessária para a saúde óssea. Quando a alimentação não atende às necessidades individuais, a suplementação pode ser considerada, sempre com orientação profissional. Existem opções como o Fixare, que combina cálcio citrato malato, vitamina D3, magnésio e vitamina K2. No entanto, a indicação deve considerar o perfil e as necessidades de cada paciente”, esclarece o Dr. Bruno Muzzi. 

6. A vitamina D é essencial para a manutenção da saúde óssea. VERDADE 

A vitamina D participa da absorção intestinal do cálcio, contribuindo para a manutenção da estrutura óssea. “A vitamina D tem uma função importante no metabolismo ósseo, mas isso não significa que a suplementação seja indicada para todas as pessoas. É preciso considerar fatores de risco, condições clínicas e possíveis deficiências. O uso indiscriminado de suplementos pode trazer consequências e não substitui uma avaliação individualizada”, orienta o Dr. Bruno Muzzi. 

7. Pessoas com osteoporose devem evitar exercícios físicos para não sofrer fraturas. MITO 

Atividades de fortalecimento muscular e equilíbrio, quando adaptadas ao paciente, ajudam a reduzir o risco de quedas. “A prática de exercícios pode trazer benefícios importantes para a força muscular, a postura e a estabilidade corporal. O cuidado deve estar na escolha das atividades, principalmente quando já existem fraturas vertebrais ou limitações de movimento. Com orientação adequada, é possível manter uma rotina ativa sem expor o paciente a riscos desnecessários”, ressalta o médico. 

8. A densitometria óssea pode identificar a osteoporose antes da primeira fratura. VERDADE 

O exame avalia a densidade mineral dos ossos e auxilia no diagnóstico da doença. O Ministério da Saúde atualizou, em janeiro de 2026, o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Osteoporose, que orienta a investigação e o tratamento no SUS. “A densitometria é uma ferramenta importante, mas seu resultado precisa ser interpretado em conjunto com o histórico clínico e os fatores de risco do paciente. Nem todas as pessoas precisam realizar o exame na mesma idade. A indicação correta permite identificar quem necessita de acompanhamento e definir as medidas mais adequadas para prevenir fraturas”, conclui o Dr. Bruno Muzzi. 

EMS e SOGIMIG promovem conscientização no Dia Mundial da Osteoporose 

A iniciativa realizada em Belo Horizonte dá continuidade ao manifesto promovido pelas instituições em 2025, que reuniu ações educativas para chamar a atenção da população sobre a fragilidade óssea. Neste ano, a mobilização reforça a importância de ampliar o conhecimento sobre a osteoporose e incentivar a busca por orientação médica, contribuindo para a prevenção de fraturas e a preservação da qualidade de vida. 

Serviço 

Manifesto pelo Dia Mundial da Osteoporose 2026 

Data – 20 de outubro de 2026, terça-feira 

Local – Alameda Ezequiel Dias, em frente à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) 

Horário – 12h às 13h 

Realização – SOGIMIG, com apoio da EMS 

Participação – Gratuita, aberta à população. 

Sobre a SOGIMIG 

Fundada em 1945, a Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (SOGIMIG) é uma entidade médica sem fins lucrativos, com atuação em todo o estado e filiada à Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Com mais de 80 anos de história e quase 1.500 associados, dedica-se à atualização científica, à educação médica continuada, à valorização dos profissionais da especialidade e à promoção da saúde da mulher. A entidade também desenvolve iniciativas educativas e de conscientização voltadas à população, contribuindo para ampliar o acesso à informação e incentivar os cuidados com a saúde feminina. 

Sobre a EMS 

A EMS é o maior laboratório farmacêutico no Brasil, líder de mercado há 20 anos. Pertence ao Grupo EMS, que conta com mais de 13 mil colaboradores. Com mais de 60 anos de história, a EMS atua nos segmentos de prescrição médica, genéricos, medicamentos de marca, OTC e non-retail, fabricando produtos para praticamente todas as áreas da Medicina. A empresa possui unidades produtivas em Hortolândia (SP), onde está o seu tecnológico Centro de PD&I e a moderna fábrica de embalagem de medicamentos sólidos; em Jaguariúna (SP); em Brasília (DF), em Anápolis (GO); em São Jerônimo (RS); e em Manaus (AM), atuando com a Novamed, uma das maiores fábricas mundiais de medicamentos sólidos. Também está na Sérvia, com a farmacêutica Galenika, e na Itália, com o laboratório de pesquisas Monteresearch. A empresa está presente no mercado norte-americano por meio de sua subsidiária de propriedade majoritária, a Vero Biotech, localizada em Atlanta, Geórgia, que obteve aprovação em 2019 para seu primeiro produto inovador submetido à FDA (EUA). Trilhando um caminho sólido de inovação e internacionalização de seus produtos e de consolidação como potência global, a EMS inaugurou em 2024 a primeira fábrica de peptídeos do Brasil, capaz de produzir para o país e para o mundo análogos de GLP-1 como liraglutida e semaglutida, ampliando o acesso ao tratamento da obesidade e diabetes tipo 2. Com negócios em mais de 60 países, a EMS tem um dos maiores números de estudos clínicos do país e aproximadamente 100 patentes concedidas ou em análise pelo Brasil e pelo mundo. Ainda, mantém um histórico consistente de iniciativas sociais, culturais e esportivas dentro e fora do país como mais uma forma concreta de promover saúde e qualidade de vida. 

 Mais informações para a imprensa: 

EMS 

imprensa.ems@novapr.com.br   

Veja mais

Descartar Medicamentos em Lixo é Erro Comum

Mulheres São Mais Vulneráveis às Consequências do Tabagismo

Obesidade é Epidemia no Brasil