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EMS investiu mais de R$ 1,2 bi em planta de peptídeos em 10 anos

Com o aporte, companhia se preparou para protagonizar a estratégia de ampliar o acesso da população a terapias modernas com rigor científico, qualidade e produção nacional

A expiração da patente da semaglutida, ocorrida em 20 de março, possibilitará que mais pessoas tenham acesso à substância destinada ao tratamento de diabetes e obesidade. Obter novas canetas, porém, demandará uma espera que é necessária a qualquer nova medicação que chegue às prateleiras: a análise criteriosa da Anvisa para o processo de registro, que está em avaliação pela área técnica do órgão. A produção e comercialização só podem ser iniciadas após a aprovação regulatória.

A EMS, maior empresa farmacêutica no Brasil, está otimista com os próximos passos. A empresa investiu mais de R$ 1,2 bilhão em ciência, desenvolvimento tecnológico e infraestrutura industrial e consolidou no Brasil uma das mais avançadas estruturas da América Latina dedicadas à produção de peptídeos farmacêuticos, localizada em Hortolândia, no interior de São Paulo. Esse aporte levou a EMS a se tornar a única farmacêutica nacional a produzir peptídeos no país, o que posicionou o Brasil em um novo patamar de capacidade tecnológica ao ampliar o papel da indústria farmacêutica brasileira no desenvolvimento e acesso a terapias modernas.

Produção em Hortolândia (SP) – A planta de peptídeos da EMS tem capacidade inicial para produzir até 20 milhões de canetas por ano, com previsão de expansão. O movimento reforça a autonomia tecnológica do país em um segmento terapêutico estratégico e contribui para ampliar o acesso da população a tratamentos inovadores.

“Estamos preparados para chegar de forma competitiva ao mercado de semaglutida. A EMS tem uma longa trajetória de promoção da saúde e de ampliação do acesso a medicamentos importantes para a população brasileira. Como líder do setor farmacêutico no país e única farmacêutica nacional a produzir peptídeos no Brasil, entendemos a responsabilidade de disponibilizar terapias de qualidade, com rigor científico e dentro de todas as exigências regulatórias”, afirma o vice-presidente da EMS, Marcus Sanchez.

O momento representa também um avanço relevante para a indústria farmacêutica brasileira. “Construir no Brasil uma estrutura industrial dessa complexidade é resultado de uma visão de longo prazo baseada em ciência, tecnologia e investimento. Isso fortalece a cadeia produtiva nacional e amplia a capacidade do país de competir globalmente em terapias de alta complexidade”, afirma Sanchez.

Experiência consolidada – e medicamentos que não são genéricos

A companhia já possui experiência consolidada nesse segmento com as canetas à base de liraglutida LIRUX®️ e OLIRE®️, utilizadas no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. Produzidas no Brasil, essas terapias representam um avanço importante na ampliação do acesso a medicamentos de alta complexidade.

Além da atuação industrial, a companhia também investe em informação e conscientização, ampliando o diálogo com a sociedade por meio de iniciativas como a campanha O Peso Invisível, que busca qualificar o debate sobre os estigmas relacionados à obesidade — indo além do que a balança pesa e trazendo à discussão dimensões sociais, comportamentais e emocionais que fazem parte da jornada complexa do tratamento dessa doença crônica.

Medicamentos como a liraglutida e a semaglutida envolvem processos industriais altamente especializados e exigem um caminho regulatório distinto daquele aplicado aos medicamentos genéricos.

“Produtos desse tipo exigem tecnologia avançada de produção e um conjunto robusto de evidências de qualidade, segurança e eficácia. Por essa razão, o enquadramento regulatório não segue o modelo tradicional de genéricos”, explica Iran Gonçalves Júnior, diretor médico da EMS.

A tecnologia adotada pela companhia utiliza síntese química em fase sólida, um método altamente controlado que permite gerar moléculas de elevada pureza e consistência.

“Trata-se de um processo industrial complexo, com rigorosos padrões de qualidade e controle. Por isso, o enquadramento regulatório é o de medicamento novo de molécula conhecida, que exige evidências robustas para aprovação regulatória”, afirma.

“No Brasil, para que um medicamento nesse enquadramento seja aprovado, a Anvisa exige comprovação científica sólida de qualidade, segurança e eficácia, com base em estudos extensos e inspeções rigorosas das plantas produtivas”, conclui.

Sobre a EMS 

A EMS é o maior laboratório farmacêutico no Brasil, líder de mercado há 20 anos. Com mais de 60 anos de história e 7,3 mil colaboradores, atua nos segmentos de prescrição médica, genéricos, medicamentos de marca, OTC e non-retail, fabricando produtos para praticamente todas as áreas da Medicina. A empresa possui unidades produtivas em Hortolândia (SP), onde está o seu tecnológico Centro de PD&I e a moderna fábrica de embalagem de medicamentos sólidos; em Jaguariúna (SP); em Brasília (DF), em Anápolis (GO); em São Jerônimo (RS); e em Manaus (AM), atuando com a Novamed, uma das maiores fábricas mundiais de medicamentos sólidos. Também está na Sérvia, com a farmacêutica Galenika, e na Itália, com o laboratório de pesquisas Monteresearch. A empresa está presente no mercado norte-americano por meio de sua subsidiária de propriedade majoritária, a Vero Biotech, localizada em Atlanta, Geórgia, que obteve aprovação em 2019 para seu primeiro produto inovador submetido à FDA (EUA). Trilhando um caminho sólido de inovação e internacionalização de seus produtos e de consolidação como potência global, a EMS inaugurou em 2024 a primeira fábrica do Brasil de peptídeos, capaz de produzir para o país e para o mundo análogos de GLP-1 como liraglutida e semaglutida, voltadas ao tratamento da obesidade e diabetes tipo 2. Com negócios em mais de 60 países, a EMS tem um dos maiores números de estudos clínicos do país e aproximadamente 100 patentes concedidas ou em análise pelo Brasil e pelo mundo. Ainda, mantém um histórico consistente de iniciativas sociais, culturais, ambientais e esportivas dentro e fora do país como mais uma forma concreta de promover saúde e qualidade de vida. 

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